Fernando de Noronha nasceu no fundo do oceano
Quase toda a estrutura vulcânica de Noronha permanece submersa — a parte visível é só o topo de um edifício vulcânico que se eleva cerca de 4.000 metros do fundo do Atlântico. A cadeia se formou entre 12 e 2 milhões de anos atrás. O Morro do Pico, com 321 m, é um antigo conduto vulcânico de fonolito — uma rocha que pode soar como um sino quando golpeada.
A base desse edifício vulcânico tem 73 km de diâmetro e repousa a 4.200 m de profundidade no assoalho oceânico. Ao redor da ilha principal, as ilhas secundárias se elevam de uma rasa plataforma com não mais de 5 km de largura, além da qual as profundidades voltam a crescer rapidamente. A formação geológica do arquipélago começou há pouco mais de 12 milhões de anos, e os últimos eventos vulcânicos ocorreram há cerca de 1,5 milhão de anos — Fernando de Noronha é, na verdade, a formação mais recente dessa cadeia vulcânica.
A idade relativamente jovem das rochas vulcânicas, somada ao fator climático, favorece a formação de solos locais pouco espessos, de característica argilosa e baixa permeabilidade. Esse aspecto, em conjunto com o relevo, propicia a formação de riachos temporários com as águas da chuva — as depressões na rocha também contribuem para reter essa água.
