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Descobrimento e a Capitania Hereditária

O arquipélago foi avistado por uma expedição portuguesa em 1503, na qual viajava Américo Vespúcio, que descreveu a ilha em suas cartas. Em 1504, o rei D. Manuel I concedeu o arquipélago como capitania hereditária ao mercador Fernão de Loronha — nome que, com o tempo, deu origem a "Fernando de Noronha". Loronha nunca chegou a pisar na ilha: a concessão era sobretudo uma forma de garantir a posse portuguesa do território diante do interesse de outras potências europeias.

Ao longo dos séculos XVI e XVII, a posição estratégica da ilha no meio do Atlântico — na rota entre Europa, África e as colônias americanas — atraiu a cobiça de franceses e holandeses. Corsários franceses chegaram a ocupar temporariamente o arquipélago em diferentes ocasiões, usando-o como base de apoio para ataques a embarcações portuguesas e espanholas. Os holandeses também estabeleceram uma presença breve durante o período em que controlaram parte do Nordeste brasileiro, no século XVII.

Foi só a partir do século XVIII, com a construção do sistema de fortificações, que Portugal conseguiu firmar controle mais efetivo e contínuo sobre a ilha.

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